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Untitled Document
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João de Arantes
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| Ramo Arantes-Araraquara, SP, que descende do Tronco Arantes-Aiuruoca MG, detalhado no livro ”A Família Arantes, estudo genealógico“, de Américo Arantes Pereira, 2a Edição, Ribeirão Preto: Legis Summa, 1993. |
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| Estrutura numérica onde: 1 é o Patriarca, 2 é filho, 3 é neto, 4 é bisneto, 5 é trineto, 6 é 4o neto, 7 é 5o neto, 8 é 6o neto, 9 é 7o neto, 10 é 8o neto, etc, etc. |
| Página 143: Capítulo II: Antonio de Arantes Marques |
1 Capitão Mor Antonio de Arantes Marques, meu 5º avô, é o Patriarca do Tronco Arantes-Aiuruoca, nascido a 17/7/1738, em Portugal, falecido a 17/5/1801 em Aiuruoca e sepultado na antiga Matriz da cidade. É 9º filho de Domingos de Arantes e 7º neto de João de Arantes, o 1º Arantes, meu 13º avô, Senhor de Romay, Morador da Casa Real, Cavaleiro de sangue e espada que aparece na história de Portugal ao ser nomeado a 02/01/1488 “Condestável dos Espingardeiros do Reino" (o que equivale a Ministro da Guerra), no turbulento reinado de D. João II (filho de Afonso V) de quem foi companheiro nas batalhas que impuseram o poder centralizador do rei sobre a nobreza portuguesa no séc. XV. Antonio veio para o Brasil fundou a fazenda Conquista, no século XVIII, em Aiuruoca, MG. Casou-se com Ana da Cunha de Carvalho, falecida em 1824, que é filha do Coronel Antonio da Cunha Carvalho e de Bernarda Dutra da Silveira, esta natural de Barbacena, filha de Francisco Furtado Dutra, açoriano da Ilha do Fayal, nascido cerca de 1700, e de Florência Francisca das Neves, descendente de Baltazar de Moraes de Antas meu 11º avô, que veio para o Brasil em 1556 trazendo Carta de Nobreza passada perante o Juiz de Mogadouro a 11/09/1579 e fez essa carta ser reconhecida perante o Ouvidor Geral da Bahia, Cosme Rangel de Macedo. Esta carta está registrada no documento Títulos 1530-1805 do Arquivo Heráldico e Genealógico de Sanches de Baena. Baltazar foi Juiz em São Paulo de Piratininga, em 1579, foi casado com Brites Rodrigues Annes e tiveram 4 filhos: Pedro, Baltazar, Ana, Isabel de quem descendem, Ana da Cunha de Carvalho, e sua mãe Bernarda que tem uma irmã também chamada Isabel de Moraes de Antas. Este ascendente Baltazar de Moraes de Antas torna os Arantes do Tronco Arantes-Aiuruoca, quatrocentões paulistas!
Página 485: § Sexto Filho: Manoel Rufino de Arantes
►2.6 Manoel Rufino de Arantes, meu 4o avô, bat. em Aiuruoca, MG, a 25/11/1784, c.c. Ana Joaquina de Carvalho, que é irmã de João Gualberto de Carvalho (1797-21/2/1869), 1° Barão de Cajurú a 30/6/1860, (que é também meu 4º avô), que é pai de: 2º Barão de Cajurú, Baronesa de São João d’El Rei, Viscondessa de Arantes. Ana Joaquina e João Gualberto são primos dos Barões de São Tomé e Conceição da Barra e da Baronesa de Ponte Nova. Ana Joaquina e João Gualberto são filhos de Caetano de Carvalho Duarte Filho c.c., Ana Maria Joaquina, netos por parte de pai, de Caetano de Carvalho Duarte, Patriarca da Família Carvalho Duarte de Cajurú, MG, casado a 03/01/1737, em São João d’El Rei, com Catarina de São José, que é filha de Manoel Gonçalves da Fonseca, c.c. Antonia da Graça, uma das 3 Ilhoas, nascida e batizada na Ilha do Fayal, Açores, Portugal, e radicada em São João d’El Rei, MG, em 1723. O casal Antonia e Manoel tem vastíssima descendência no sul de Minas Gerais.
►3.6 Joaquim Carvalho de Arantes, meu 3o avô, bat. em Aiuruoca, MG, a 1/1/1816, c.c. Ana de Carvalho, filha de João Gualberto de Carvalho (1º Barão de Cajurú, meu 4º avô) c.c. Ana Inácia Ribeiro do Valle (1804-11/1/1889), filha do Capitão Inácio Ribeiro do Valle (1783-1853) neta de Felisberto Ribeiro do Valle (1753-1793), bisneta de Antonio Ribeiro do Valle (n. 1713, f. a 12/06/1763, São João d’El Rei) que é bisavô do Barão de Dores de Guaxupé e trisavô do Conde Ribeiro do Valle, trineta de André do Valle Ribeiro, (n. 1688, Braga, Portugal, f. em 1720, São João d’El Rei, MG), fez parte da Câmara de São João d’El Rei, em 1719.
►4.1 Ana Margarida d’Arantes, minha 2a avó: c.c. João Antonio de Avellar e Almeida e Silva, filho legítimo do 1o casamento de Luisa Maria de Jesus (livro n° 5 de Batismos, Valença, RJ) c.c. Antonio José da Silva, membro da comissão de patrimônio da Câmara de Valença, de 1826 a 1829, pela freguesia de N. Sra. da Glória. João Antonio é neto, por parte de mãe, de Manoel de Avellar e Almeida, meu 4º avô, c.c. Susana Maria de Jesus (Inventário de Manoel, a 07/06/1848, Vassouras, RJ). João Antonio é irmão de Maria Salomé, 1° Baronesa do Rio das Flores. Manoel de Avellar e Almeida tem entre seus descendentes os 7 titulares que seguem: Barão do Ribeirão (filho), Barão de Massambará (neto), Barão de Avellar e Almeida (neto), Barão e Visconde de Cananéia (neto), 2° Barão do Rio das Flores (bisneto). O 1º Barão do Rio das Flores é c.c. sua prima Maria Salomé (neta). O Barão de Werneck é casado, em 1ªs núpcias, com Maria do Nascimento (neta).
►5.1 Bernardina de Arantes, minha avó: n. a 25/08/1869, f. a 18/07/1936, casada a 30/01/1889, em Valença, RJ, com Joaquim Rodrigues d’Almeida, n. a 23/06/1866, f. a 25/02/1937, filho de Albino Rodrigues d’Almeida e Antonia Maria da Conceição, neto de José Rodrigues d’Almeida e Maria do Carmo, Viseu, Portugal. Joaquim e Bernardina são o casal tronco do RAMO ARANTES-ARARAQUARA e são meus avós. Em 1890, com a exaustão das terras de Vassouras/Valença para o cultivo do café que causa um tremendo empobrecimento nas famílias após a derrocada da monarquia, Joaquim e Bernardina saíram em busca do futuro com o pouco que sobrara, (entre essas sobras, um colar de ouro e esmeraldas que Bernardina usara no Baile da Ilha Fiscal em 1889 completando um vestido amarelo de seda de Macau) e compraram próximo a Araraquara, SP, cidade do centro oeste do estado de São Paulo distante 270 km. da Capital, graças à orientação de um Pereira de Almeida, família amiga da região fluminense, que informou sobre a boa qualidade da terra para o cultivo do café, que era a atividade da família Avellar e Almeida desde o século XVIII, a fazenda Baguary, no distrito de Américo Brasiliense, sesmaria do Rancho Queimado, que chegou a ter perto de 600.000 pés de café no auge da produção e foi uma das mais importantes fontes de renda do casal, permitindo a educação dos seus 12 filhos, (6 mulheres e 6 homens), todos os 6 homens em cursos universitários de Direito e Medicina. O filho Mário estudou engenharia na Université de Liège na Bélgica, até 1914 quando teve que voltar por causa da 1a Guerra Mundial. Quando a Baguary foi vendida em 1938, seu Formal de Partilha de 9/8/1937, no Cartório do 2º Oficio de Araraquara SP, registra: 90.000 pés de café, (após 9 anos de sucessivas crises pós-crash da Bolsa de Nova York (1929) que obrigavam ao abandono da lavoura de café e à queima das safras, pois o custo da estocagem do grão não valia a pena), 9 grupos de casas de colonos, com 2 moradias cada grupo, 2 casas para camaradas, uma casa para administração, uma casa sede da fazenda, uma casa de máquina com tulha e máquina de beneficiar café, 120 cabeças de gado vacum, 26 cabeças de porcos, 3 cavalos, um caminhão Chevrolet, um caminhão Graham Brothers, 3 automóveis marca Ford tipo turismo, safra pendente calculada em 2.300 arrobas de café, barracão para guardar os veículos. Fazia também parte do patrimônio do casal, o Grande Hotel e várias outras propriedades que propiciaram à família uma completa inserção na sociedade araraquarense, inclusive, com um dos filhos, Mário, sendo vereador e Prefeito, na década de 30. Os filhos Mário, Luís e Bernardino são nomes de ruas da cidade. O casal Joaquim e Bernardina teve 12 filhos:
►6.1 Luisa, n. a 23/6/1891, f. a 29/02/1936, c.c. José César de Oliveira, s.g.
►6.2 Mário, n. em 1893, f. a 25/07/1958, s.g., advogado pelo Largo de São Francisco, presidente da OAB, Seção de Araraquara, Vereador e Prefeito de Araraquara, foi correligionário político de seu primo Altino de Arantes Marques (governador/presidente de São Paulo), Armando de Salles Oliveira e Honório Monteiro. É nome de rua em Araraquara.
►6.3 Luís, n. em 1895, f. em 1948, s.g., médico pela Praia Vermelha RJ. É nome de rua em Araraquara.
►6.4 Maria, n. a 20/11/1898, f. em 1969, c.c. Alberto Dias f. que era dono da rede de armazéns Dias Martins com pontos de venda nos estados de São Paulo e Paraná e que foi o embrião dos supermercados da 2a metade do séc. XX e fundador do moinho de trigo Anaconda, s.g.
►6.5 Alzira, n em 1900, f. em 1984, c.c. Virgílio Monteiro f., s.g.
►6.6 Isaura, n. a 21/06/1902, f. a 05/12/1952, c.c. João Rodrigues Ferraz (Campinas) f.
7.1 Cybelle, n. em 1924, advogada pela PUC/SP.
►6.7 Joaquim, n. em 1905, f., c.c. Mariana Ribeiro de Almeida, s.g.
►6.8 Anna, n. a 31/12/1907, f. 24/04/1987, em 1927 c.c. Anibal de Barros Fernandes, n. a 01/03/1904, f. em 1973; filho de João Antonio Fernandes c.c. Ana Joaquina de Barros, Campinas/Agudos, SP, neto por parte de pai de Antonio José Fernandes e Ana Joaquina Adão, Vila Real, Portugal; neto por parte de mãe de André Gonçalves e Maria Francisca de Barros, Campinas SP, que é irmã de Adriano Júlio de Barros, n. em 1868, médico e presidente da Câmara Municipal de Campinas no séc. XIX, c.c. Altimira Alves Couto, pais de: Adriano, Argemiro, Antonio Carlos, Maria Amélia, Julieta e Lilia que é c.c. um filho de José Vicente de Azevedo, Conde Romano de Vicente de Azevedo (título da Santa Sé no século XX). Pais de 3 filhos:
7.1 Ana Maria, n. a 20/05/1928, f. a 22/05/1999, c.c. Adelino Ferreira, f. a 07/11/2002.
7.2 Rachel Maria, n, a 02/01/1930, c.c. Del Prette Bardi, f.
8.1 Maria de Fátima, separada de Nelson de Souza, c.g.
8.2 Marcelo Mário, c.c. Veridiana, c.g.
►7.3 Anibal de Almeida Fernandes, n. 03/03/1944, arquiteto pela Universidade Mackenzie (1964-1968), c.c. Maria José Giordano Del Grande, filha de José Del Grande c.c. Thereza Spina Giordano, neta por parte de pai de Seraphim Del Grande e Judite Del Carlo, todos de Lucca, Itália, neta por parte de mãe de Domingos Giordano e Carmela Spina, bisneta de Vicente Giordano e Angela Maria, filha do Cavagliere Francesco Antonio Barra, (também é pai de Nicolino Barra, Barão Barra, título de nobreza italiano), de Torraca, Salerno, Itália e radicado em São Paulo, no final do séc. XIX, em um belo palacete até hoje (2006) existente no começo da Av. da Liberdade.
►8.1 Ana Tereza Del Grande Arantes de Almeida Fernandes, Psicanalista, n. a 25/03/1977, a 24/5/2007, c.c. Felipe Augusto Alonso, filho de Geraldo Alonso Filho e Ana Regina Alonso.
►6.9 Esther, n. a 28/08/1910, f. em 1979, c.c. Oswaldo Arruda Botelho Caldas, filho de Anibal Francisco Caldas e Zenaide Arruda Botelho Lancia. Zenaide é filha de Antonia, que é filha de João Carlos de Arruda Botelho e é sobrinha de Bento Carlos, Carlos Bartolomeu, Paulino Carlos e de Antonio Carlos de Arruda Botelho Conde do Pinhal em 1887, São Carlos, SP.
7.1 Carlos Eduardo, n. em 1931, f. em 1996, c.c. Haydée Nabuco, c.g.
7.2 Marília, n. em 1941, c.c. Sérgio Carneiro Borges, f., pais de: Sérgio e Cristina.
►6.10 José, n. em 1911, f. em 1970, médico formado pela Praia Vermelha, RJ, c.c. Aida Martoni.
7.1 José Roberto, n. em 1942, f. em 1968, s.g.
7.2 Luís Eduardo, c.c. Silvana, c.g.
►6.11 Bernardino, n. a 23/061912, f. em 1958, advogado pelo Largo de São Francisco, é nome de rua em Araraquara, c.c. Nisa Sucena Fontes.
7.1 Américo Luís, engenheiro, casado, c.g.
7.2 Nisa Maria, casada, c. g.
►6.12 Orlando, n.1914, f. 1959, c.c. Edith Libutti.
7.1 Orlando, casado, c.g.,
7.2 Perla, casada, c.g.,
7.3 Helena, casada, c.g.
BIBLIOGRAFIA, pesquisada para estruturar este trabalho:
. José Guimarães, dados fornecidos pelo insígne Genealogista de Ouro Fino, MG, sobre a ascendência de Ana da Cunha de Carvalho/Baltazar de Moraes de Antas.
. Guimarães, José -As Ilhoas, pg. 65, Revista Genealógica Latina, Vol. XII, IGB, SP, 1960.
. Pereira, Américo Arantes -A Família Arantes, Estudo Genealógico, Editora Legis Summa Ltda,
Ribeirão Preto, 1993, editado por Flávia Meirelles Pereira Ferriani, filha do autor.
. Mário Arantes de Almeida, anotações sobre A Família Arantes Ramo de Araraquara.
. Anuário Genealógico Brasileiro, IGB, Ano: I, II, III, IV, VI, VII e IX.
Esta data está registrada no túmulo da família Arantes, existente no cemitério de Araraquara, SP.
Abreviações: n.=nascido, bat.=batizado, c.c.=casado com, f.=falecido, c.g.=com geração, s.g.=sem geração.
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Aníbal de Almeida Fernandes, 5º neto de Antonio de Arantes Marques, Maio, 2007.
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