A Família Arantes
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Visconde de Arantes
 

4.1. Antônio Belfort Ribeiro de Arantes, nascido em 1831, em Aiuruoca, falecido em 30/09/1908.
Era filho de Antônio Belfort de Arantes - O Barão de Cabo Verde
Neto de Antônio Joaquim de Arantes Marques
Bisneto de Francisco de Arantes Marques
Trineto de Antônio de Arantes Marques, o Patriarca do ramo Aiuruoca.

O Barão de Cabo Verde, a 15/6/1881, foi Antonio Belfort de Arantes. Era Vereador da Câmara Municipal de Aiuruoca, MG.

1º Barão de Cabo Verde, Antonio Belfort de Arantes, nascido na fazenda “Pedras” em Aiuruoca, em 1804, falecido a 19/7/1885, em Andrelândia, MG. Filho de Antonio Joaquim de Arantes, nascido em 1794; neto paterno do Capitão-Mor Antonio de Arantes Marques (1738-1801), fundador da fazenda “Conquista”, é o patriarca da família Arantes de Aiuruoca e de sua mulher Ana da Cunha de Carvalho; bisneto paterno de Domingos de Arantes e de sua mulher Josefa Marques, 9º neto paterno de João de Arantes, Cavaleiro Fidalgo, Morador da Casa Real, Senhor da Quinta de Romay, que foi nomeado a 2/11/1488, Condestável dos Espingardeiros d’El Rei D. João II (1481-1497), 13º Rei de Portugal; bisneto materno do Coronel Antonio da Cunha Carvalho e de sua mulher Bernarda Dutra da Silveira, que descende de Baltasar de Moraes de Antas, que veio para o Brasil, cerca de 1556, e foi juiz em São Paulo em 1579 e tem Carta de Nobreza reconhecida perante o Ouvidor Geral da Bahia, a 11/9/1579. O Barão era casado com Maria Custódia de Paula Ribeiro do Valle, filha do Capitão Inácio Ribeiro do Valle e de sua mulher Ana Custódia da Conceição. A Baronesa é irmã da 1ª Baronesa de Cajurú. Tiveram 7 filhos: 1º) Antonio, Visconde de Arantes (1888), 2º) Alexandre, 3º) Theófilo, 4º) Henrique, 5º) Carlos, 6º) Maria, 2ª Baronesa de Cajurú, 7º) Mathilde.

Fontes:
Anuário Genealógico Brasileiro Ano: I, II, III, IV, VI, VII e IX.
A Família Arantes, Américo Arantes Pereira, 2ª Edição, 1993.

Nantes ou D’Nantes, que hoje He Arantes, Eduardo de Arantes e Oliveira, Portugal, 1994.

Visconde de ARANTES, a 18/7/1888, foi Antônio Belfort Ribeiro Arantes. Era Comendador da Imperial Ordem da Rosa, Tenente Coronel da Guarda Nacional.

Barão de Arantes, a 19/7/1879, e Visconde de Arantes, a 18/7/1888, Antônio Belfort Ribeiro Arantes, nascido em 1831, em Aiuruoca, MG, falecido a 30/10/1908, Andrelândia, MG, onde tem seu busto em praça pública. Filho de Antonio Belfort de Arantes, 1º Barão de Cabo Verde (1881), e de sua mulher Maria Custódia Ribeiro do Valle, que é irmã da 1ª Baronesa de Cajurú; neto paterno de Antonio Joaquim de Arantes Marques, bisneto paterno do Capitão-Mor Antonio de Arantes Marques, patriarca da família Arantes de Aiuruoca e de sua mulher Ana da Cunha de Carvalho que, por sua mãe Bernarda Dutra da Silveira, descende de Baltasar de Moraes de Antas que foi Juiz em São Paulo, em 1579, e tem Carta de Nobreza reconhecida perante o Ouvidor Geral da Bahia, a 11/9/1579, 10º neto paterno de João de Arantes, Cavaleiro Fidalgo, Morador da Casa Real, Senhor da Quinta de Romay, que foi nomeado a 2/1/1488, Condestável dos Espingardeiros d’El Rei D. João II (1481-1497), 13º Rei de Portugal, o grande rei português que sedimentou a autoridade real sobre os senhores feudais; neto materno do Capitão Ignácio Ribeiro do Valle. O Visconde foi Presidente da Câmara de Andrelândia e Deputado Federal. O Visconde de Arantes foi casado com Libania Jesuina Carolina de Carvalho, que é filha de João Gualberto de Carvalho e de sua mulher Ana Ignácia Ribeiro do Valle, 1ºs Barões do Cajurú (1860), irmã do 2º Barão do Cajurú (1889) e da Baronesa de São João d’El Rei. Tiveram 2 filhas: Ambrosina e Maria.

Antônio Belfort Ribeiro de Arantes - Visconde de Arantes
“Sua memória, já por quase um século, permanece indelével no coração de seus munícipes.
Não necessitava ele desta homenagem. Apenas nossa, a necessidade de prestá-la. Assim, não a tributamos por ele, mas por nós mesmos; pela permanência da afirmação do nosso culto àquele que, por várias décadas, se fez o grande escultor desta comunidade, talhando com o cinzel de sua sagacidade, a estátua viva do progresso deste Município.”
O povoado do "Turvo", hoje Andrelândia, Minas Gerais, começou a se desenvolver graças, principalmente, ao trabalho deste filantropo, Visconde de Arantes. Era dono de imensa quantidade de terras nas cercanias do povoado. Homem culto e voltado para o progresso, empregando boa parte de sua riqueza em beneficio da cidade. Durante a época que viveu, dominou a política local e ajudava muito os menos favorecidos, chegando ao ponto de vender alguns de seus bens, a fim de amparar os necessitados. Possuía muitas casas na cidade, inclusive cedia algumas delas para os desabrigados se acomodarem até conseguirem se estabilizar. Fundou uma grande Casa Comercial que se prestou para o marco inicial do ensino para muitos moradores da época. Nesse mesmo local havia também um tratamento gratuito com refeições aos necessitados que por lá compareciam.

Entre as grandes obras realizadas pelo Visconde de Arantes, podemos citar:

1) Canalização da água para o povoado, como relata o Dr. Ernesto da Silva Braga: "água superior encanada, com sete torneiras e um chafariz que se distribui pelas ruas, além de um reservatório de três metros quadrados, solidamente construído";
2) Doação de terras e do prédio para a Santa Casa. Tinha sido construído para ser Escola. Como esta, na época, não funcionou por falta de professores, o Visconde pediu para o seu genro, Dr. Ernesto da Silva Braga, assumir a direção da Santa Casa;
3) Para elevar a condição da cidade, construiu a Casa da Câmara, a Cadeia, com salão para o Fórum. Prédio de grande beleza arquitetônica, que foi destruído mais tarde;
4) Para coroar a sua grandeza, o Visconde de Arantes conseguiu, com seu prestígio e amizade junto ao Presidente do Estado de Minas Gerais, Dr. João Pinheiro da Silva, a passagem, por Andrelândia, da Estrada de Ferro Oeste de Minas, atual Viação Férrea Centro-Oeste (Rede Ferroviária Federal). Estes melhoramentos citados, todos praticamente às expensas do Visconde, deixaram os descendentes com pouca ou quase nenhuma herança de seu vastíssimo patrimônio que, devido aos gastos constantes, foi minguando. Entretanto, se bem material pouco restou, no entanto, legou valiosa dignidade e nobr.

NOMEAÇÕES: Por Decreto de 08/03/1867, foi nomeado Major Ajudante de Ordem do Comando Superior da Guarda Nacional do Município de Aiuruoca, da Província de Minas Gerais; em maio do mesmo ano foi nomeado para o posto de Tenente-Coronel Chefe do Estado Maior do Comando Superior da Guarda Nacional do mesmo Município e Província, e, em 05/04/1879, foi nomeado para o posto de Coronel Comandante Superior da Guarda Nacional, do mesmo Município e Província.

TÍTULOS: Comendador. Oficial da Imperial Ordem da Rosa. Barão, por Decreto de 19/07/1879; Visconde, pela Carta imperial de 18/07/1888. Antônio Belfort Ribeiro de Arantes exerceu a Presidência da Câmara Municipal de Andrelândia nos seguintes períodos: de 1869 a 1872; de 1883 a 1886, já com o titulo de Barão de Arantes; de 1891 a 1894, já com o título de Visconde de Arantes e, novamente, de 1905 a 1907. Foi Deputado Federal à Primeira Legislatura Ordinária Juntamente com o Dr. João Pinheiro da Silva e outros, fez oposição ao Presidente da República Floriano Peixoto (Marechal de Ferro).

Após a Proclamação da República, o Visconde de Arantes, político de envergadura, patriota e amante da ordem, fez a seguinte proclamação aos seus conterrâneos:

       “Aos meus amigos e patrícios:

            Diante dos acontecimentos políticos que acabam de se dar e que mudaram a forma de governo do país, sem que tivesse havido vencidos e vencedores, julgo do meu dever consultado como tenho sido pelos meus amigos de Minas Gerais, declarar-lhe que, como bons cidadãos, devemos aceitar as conseqüências daqueles acontecimentos e prestar franco apoio ao governo provisório e especialmente ao governador nomeado para este Estado, nomeação que reputo feliz, pois estou convencido de que o nomeado pode e há de prestar muitos bons serviços, garantindo a paz e a tranqüilidade ao Estado e concorrendo para o seu progresso e prosperidade, 22 de novembro de 1889.”